I'm sitting all alone feeling empty

Tainá Marques.
Dec 15 '11

Liberdade Sexual

Vadia. Eu não aguento mais ler esse tipo de palavra nas redes sociais. Eu me sinto vulgarmente ofendida quando outra mulher é atacada. 

A maioria dos homens procura denegrir a imagem feminina por ter enraizada, em sua mente doentia, a memória de um tempo em que a mulher era tristemente reprimida e privada de tudo. E grande parte das mulheres também.

Sei que já citei em outros textos minha frase favorita da minha feminista e mulher favorita, Simone de Beauvoir: não se nasce mulher, torna-se. Mas tomemos o significado da palavra mulher como o mais geral e abrangente: quem tem vagina. Apenas nesse contexto, certo?

Então eu lhes pergunto: o que é uma vadia? Sem querer justificar as atitudes de outrem, mas já passou pela cabecinha machista e retrógrada de alguém que mulher também pode sentir prazer sexual, se interessar por alguém, desejar alguém, precisar espairecer etc, etc, etc? Me sinto escrevendo para leitores do séc.XVIII.

Engana-se quem acredita que há liberdade. Por que tantas campanhas contra o racismo, homofobia e nenhuma contra esse preconceito terrível contra a mulher? Por que devemos sempre seguir essas regras feitas por babacas e agir pura e simplesmente para agradar os homens?

Talvez algumas estejam tão ‘abertas’ sexualmente porque o homem atual, em sua maioria, só tem uma coisa útil: o pênis. Eles se preocupam em criticar, apontar, ofender, mas não se preocupam em melhorar. É uma regressão total. 

E você, mulher que gosta de falar de outras, não seja hipócrita a ponto de reclamar da sociedade em que vivemos. Você perdeu o direito a partir do momento em que começou a se achar superior às outras.

ABAIXO A REPREENSÃO SEXUAL, afinal, mulher não é fechadura, não é objeto, não é brinquedo. Mulher é ser humano.

“O Feminismo nunca matou ninguém. O Machismo mata todos os dias.”

Tainá Marques 

Aug 24 '11
A verdade é que eu precisava mesmo de alguém que quisesse me escutar, que se importasse. Eu queria alguém que cuidasse de mim e me acolhesse em seus braços. Talvez alguém que ligasse para saber como eu estou e realmente se preocupasse com a resposta.
O problema é que são tantas relações superficiais que ninguém dá a mínima.
— Tainá Marques

Jul 27 '11
Me dê noticia de você
Eu gosto um pouco de chorar
A gente quase não se vê
Me deu vontade de lembrar
Me leve um pouco com você
Eu gosto de qualquer lugar
A gente pode se entender
E não saber o que falar
Chico Buarque - Cadê você (Leila XIV)

Me dê noticia de você

Eu gosto um pouco de chorar

A gente quase não se vê

Me deu vontade de lembrar

Me leve um pouco com você

Eu gosto de qualquer lugar

A gente pode se entender

E não saber o que falar

Chico Buarque - Cadê você (Leila XIV)

Jul 26 '11
A S S A S S I N A T O  
Eu vou falar sobre a morte da Amy.
Vocês, falsos moralistas, que falam de drogas, drogas, drogas, drogas e mais drogas, não se esqueçam de todas as vezes que ela foi motivo de riso por causa das drogas. 
Os ‘amigos’ sabiam que ela estava se isolando. E ela continuou sozinha. Quantas vezes uma pessoa pede socorro antes de chegar ao fundo do poço? A questão não é querer ajuda, é precisar. Um grande problema é que ninguém se presta a um dificílimo trabalho: ouvir. 
Outro grande problema é essa mídia babaca, mercenária, que não respeita as limitações e fraquezas alheias. Não só a mídia, mas também essas pessoas que utilizam os olhos com voyeurismo. Até quando? Por que? Pra que? Ninguém merece tanta pressão. Uma pressão que empurra pra baixo.
E não me limito a pessoas famosas e com bastante dinheiro, vou além: eu, você, as pessoas a nossa volta… Todas são vítimas ou culpadas. Talvez a lição a ser tirada disso tudo não seja um simples e barato “diga não às drogas”.
É fácil se lamentar quando o fim chega. É muito fácil ser um moralista depois de tudo. Mas mais fácil ainda é empurrar uma pessoa para o buraco.
“You shrug and it’s worst/To truly stuck the knife first.” em You know I’m No Good
Tainá Marques

A S S A S S I N A T O 

Eu vou falar sobre a morte da Amy.

Vocês, falsos moralistas, que falam de drogas, drogas, drogas, drogas e mais drogas, não se esqueçam de todas as vezes que ela foi motivo de riso por causa das drogas. 

Os ‘amigos’ sabiam que ela estava se isolando. E ela continuou sozinha. Quantas vezes uma pessoa pede socorro antes de chegar ao fundo do poço? A questão não é querer ajuda, é precisar. Um grande problema é que ninguém se presta a um dificílimo trabalho: ouvir. 

Outro grande problema é essa mídia babaca, mercenária, que não respeita as limitações e fraquezas alheias. Não só a mídia, mas também essas pessoas que utilizam os olhos com voyeurismo. Até quando? Por que? Pra que? Ninguém merece tanta pressão. Uma pressão que empurra pra baixo.

E não me limito a pessoas famosas e com bastante dinheiro, vou além: eu, você, as pessoas a nossa volta… Todas são vítimas ou culpadas. Talvez a lição a ser tirada disso tudo não seja um simples e barato “diga não às drogas”.

É fácil se lamentar quando o fim chega. É muito fácil ser um moralista depois de tudo. Mas mais fácil ainda é empurrar uma pessoa para o buraco.

“You shrug and it’s worst/To truly stuck the knife first.” em You know I’m No Good

Tainá Marques

1 note

Jul 8 '11

Libertação

O que passou foi bom, mas passou. O modo como mudou meu jeito de pensar e enxergar o mundo, ninguém poderia ter feito melhor. Eu, sincera e cegamente, pensava que nunca passaria, que aquele misto de sensações duraria para sempre.

É bom poder sorrir de novo. Adoro saber que posso olhar para trás e não chorar, não desejar que voltem os tempos, não lamentar a perda de um ‘amigo’, de um ‘amor’. Adoro saber que não vale a pena. Talvez eu nem estivesse verdadeiramente apaixonada, aposto (agora que enxergo ao invés de apenas ver) que era só desejo. Não que, às vezes, eu não vá ter uma recaída. Sei lá, é normal desejar.

Pessoas continuarão a ir e vir, como sempre foi e sempre será. Preciso somente da certeza de que meu mundo pode desabar infinitas vezes, e eu conseguirei reerguê-lo. É só acreditar, e querer muito, e tudo fica com um sabor diferente.

Como dizia Caio: “Que seja doce!” É. Que sejam doces os caminhos, os sonhos, as pessoas, os sentimentos. Que seja doce a vida. Agora, depois e sempre, é a minha vez de ser feliz.

Tainá Marques

Jul 3 '11
Adriana Calcanhoto - Metade
[Flash 9 is required to listen to audio.]

 

É sempre a mesma coisa: eu perco a lucidez, depois escrevo ou ligo, depois choro, depois fumo um cigarro e durmo. Me rebaixo ao máximo, na lamentável esperança de que você volte. Encho seu saco, digo que nenhum outro homem pode me satisfazer e, ao deitar a cabeça em meu travesseiro, me pergunto: “onde está o seu amor próprio, menina?” “Um belo porre já não é o suficiente?” Que loucura. Nem ao menos cumpro minhas promessas. “A princípio, vou informar que este será o último texto que escrevo para/sobre você” 

Aham, claro. Eu não consigo parar. Não sei qual o problema, mas parece que escrevendo eu vou me salvar, que a dor vai passar, que as memórias vão se apagar e etc. Que decepção. Nada passa. Parece muito mais difícil me expressar com você. Ai eu digo que faria qualquer coisa pra ter você de volta, e repetir tudo o que aconteceu, mesmo sabendo que você gosta de outra. Digo que acho que vou ter cinquenta milhões de anos e, mesmo assim, ainda vou lembrar de você. Minto dizendo que eu entendo o seu lado.

Digo que preciso de você, mas o que eu mais preciso, de verdade, é de um bom tapa na cara, um banho gelado e seguir em frente. Eu nunca quis gostar muito assim de você. Eu nunca quis gostar de ninguém. Então por quê fico batendo um milhão de vezes na mesma tecla e continuo correndo atrás? Não faz sentido no meu mundo, nem na minha cabeça, nem em lugar nenhum. “O amor não faz sentido” Eu nem mesmo acredito nesse tipo de amor. É tudo um jogo de interesses, eu sei. Talvez eu só esteja assim por falta de costume. É, ainda não me acostumei com a sua ausência.Talvez eu tenha depositado demasiada confiança em você. 

Agora, estou escrevendo isso. Daqui a alguns dias, vou perder a lucidez de novo, depois ligar ou escrever, depois chorar, depois fumar um cigarro e depois dormir. Esse é o meu deplorável ciclo. Ah! Antes que eu me esqueça: ainda sinto a sua falta. 

Tainá Marques

1 note

Jun 25 '11

Você poderia ter me dito antes. Aposto que mal sabe o quanto me magoa. Sei que já foi machucado por alguém também, sabe o quanto dói ouvir de outra pessoa. Mas meu coração ainda é seu, e não importa quantos homens passem em minha vida, quantos me deem “prazer”, você vai ser pra sempre único. Nenhum outro pode me fazer ter as mesmas sensações, nenhum outro vai me fazer tremer ou suspirar. Eu espero que você sofra muito e aprenda a ser sincero. Infelizmente, eu me arrependo de tudo. Teria sido bem melhor ouvir da sua boca. Eu poderia morrer nesse exato momento. Espero que você encontre alguém bem pior. Nunca desejei o mal de ninguém, mas quero que você morra. Obrigada por tudo que me fez aprender. Desculpa por ter desperdiçado seu tempo com meu sentimento. Meu coração fez o favor de desaparecer. Talvez eu nunca mais seja a mesma.

Tainá Marques

1 note

Jun 13 '11
Preciso parar de estar apaixonada por você. Preciso me libertar. 
Tainá Marques

Preciso parar de estar apaixonada por você. Preciso me libertar. 

Tainá Marques

Jun 7 '11

Então é assim que as coisas funcionam. O tempo passa e eu tento seguir minha vida, mas há sempre um vazio em um lugar que não sei exatamente onde fica, sempre uma memória que volta repentinamente, mas não me lembro exatamente quando aquilo aconteceu. 

E os lugares parecem maiores e as pessoas menores. Os caminhos sempre percorridos nunca se tornam familiares e a cama está fria e vazia a todo momento. É o sono que custa a chegar e o dia que custa a terminar. As noites cada vez mais escuras, a vontade de viver se perdendo, e se perdendo, e se perdendo…

Os olhos que procuram sempre a mesma pessoa, o corpo sentindo a falta do outro corpo, os pulmões sentindo a falta do ar, os ouvidos sentindo a falta da voz, a boca sentindo a falta do calor. Um dia pior que o outro. 

Sinceramente, eu preferia a dor. A dor de vê-lo com outras. A dor de não existir. Mas agora a raiva me consome todos os dias, e eu queria ter o poder de jogá-la para longe. Queria poder abraçá-lo novamente. Queria que você lembrasse do meu cheiro, que você tivesse saudade minha, que você sentisse dor ao me ver com outro. Mas me sentiria perfeitamente bem e em paz se só conseguisse esquecê-lo. Isso seria o suficiente. 

Talvez deixasse de ser menos ridícula a minha condição. Mas enfim, vou tentar continuar, vazia como estou. Ainda sinto a sua falta.

”(…)Ah, eu por um lado te entendo, mas eu continuo querendo.(…)

(…)Ah, os seus defeitos eu invento pra fingir que eu não me arrependo de ter que ver você partir assim, sem antes ver você sorrir pra mim.(…)”



Tainá Marques



May 28 '11
Essa semana eu descobri o que é impotência. Ver quem você ama sofrer e não poder agir. Não por opção, seria de mais até para o mais cruel dos seres humanos. 
É difícil estar em uma casa sem você, depois de 11 anos. Deveria ser proibido levar embora os presentes. As coisas boas deveriam ser eternas, assim como aqueles que amamos.
Tainá Marques

Essa semana eu descobri o que é impotência. Ver quem você ama sofrer e não poder agir. Não por opção, seria de mais até para o mais cruel dos seres humanos. 

É difícil estar em uma casa sem você, depois de 11 anos. Deveria ser proibido levar embora os presentes. As coisas boas deveriam ser eternas, assim como aqueles que amamos.

Tainá Marques